— CORPOROCRACIA — Afinal, de quem é o poder?

Vive-se uma ilusão de democracia, pois aquela ideia que o povo escolhe seus representantes para cuidarem de seus interesses e do bem comum em nada corresponde à realidade. Temos instalada, de fato, uma espécie de “ditadura das corporações”, ou corporocracia, já que o poder político emana das corporações, e não do povo — esse é mera massa de manobra.

A classe política em geral não passa de um grande bordel onde os políticos são as prostitutas dos grandes empresários. Os donos da grana manipulam políticos basicamente de duas formas: comprando-os com propinas, e financiando suas campanhas políticas, possibilitando que se elejam e permaneçam em seus cargos. As raras exceções, que não se curvam ao poder econômico, não conseguem fazer diferença, pois em geral não se elegem, e mesmo quando conseguem se eleger, não conseguem fazer nada, pois permanecem amarradas, por serem minoria.

Na corporocracia, políticas públicas e leis são feitas visando acima de tudo o lucro das corporações detentoras do poder, enquanto se mantém o discurso de “para o bem da nação”, “em prol da população”, etc. Assim, obras de infraestrutura como estradas, portos e usinas hidrelétricas são feitas para dar lucro a empreiteiras e construtoras; cidades são planejadas de modo a fazer do carro uma necessidade, gerando lucro para montadoras de veículos e indústria petrolífera, enquanto ferrovias são desmanteladas, pelos mesmos motivos; subsídios são dados ao agronegócio para aumentar os lucros das empresas com a venda de agrotóxicos, por exemplo, em detrimento da saúde do povo e do meio ambiente. Grandes indústrias de armamentos e petrolíferas, através de seus “fantoches-políticos-presidentes-de-países-de-primeiro-mundo”, criam guerras a todo momento, onde morrem milhares de pessoas, apenas para gerar vultuosos lucros com vendas de armas e munições, facilitar o domínio sobre recursos petrolíferos das regiões atacadas, expandir mercados para seus negócios, etc. Esses grupos poderosos valem-se da mídia para fazer campanhas permanentes de terrorismo psicológico, fomentando a xenofobia, preconceitos raciais e religiosos, e empregam rotineiramente a estratégia de forjar atentados para “justificar” e ganhar apoio da população para tais guerras.

Um elemento-chave na manutenção desse status quo é a desinformação, ou seja, a utilização das técnicas de comunicação e informação de forma enganosa, para dar uma falsa imagem da realidade, mediante a supressão ou ocultação de informações, minimização da sua importância ou modificação do seu sentido, com o objetivo de influenciar a opinião pública de maneira a proteger interesses privados ocultos.

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