FORMIGAS CORTADEIRAS — como proteger suas mudas

Quando você for fazer uma agrofloresta, você terá que fazer algo a respeito das formigas cortadeiras — saúvas e quenquéns. Acredito que isso vale para qualquer parte do Brasil, e possivelmente qualquer parte da América tropical, exceto talvez em grandes altitudes.

As formigas cortadeiras formam colônias imensas, com milhões de indivíduos. Seus ninhos são gigantescos, com até 200 m2 de área, e atingindo profundidades de até 8 metros. Elas têm um apetite insaciável por plantas. Na verdade, elas não comem as plantas, e sim levam para a colônia, onde usam essa matéria vegetal para cultivar um fungo específico, do qual se alimentam. Quando saem para forragear, saem aos milhares. Por onde passam, formam caminhos que são verdadeiras estradas de formigas! Elas escolhem uma planta, e cobrem essa planta de formigas enormes e vorazes. Vão cortando e carregando os pedaços das folhas, e só param depois de desfolhar completamente a pobre vítima. Você chega, e encontra só o talinho, todo roído. Seu efeito sobre hortaliças e mudas de árvores é simplesmente devastador. Em um viveiro, podem destruir dezenas de mudas da noite para o dia.

Se você fizer uma pesquisa, encontrará várias propostas de técnicas para o controle natural das formigas cortadeiras. Porém, ao pô-las em prática, provavelmente chegará à mesma conclusão que eu — que todas deixam muito a deseja, em termos de eficiência. Por isso, ao invés de tentar combater as formigas, o melhor é proteger suas mudas e árvores jovens do ataque através do uso de barreiras físicas que impeçam as formigas de atingirem as folhas.

Uma técnica bastante simples, barata e efetiva para proteger suas mudas é a do cone protetor, também chamado sainha anti-formiga ou técnica do “chapéu chinês”. Trata-se de um cone que pode ser feito recortando-se caixinhas de leite longa vida ou garrafas plásticas (recomendo as caixinhas longa vida) e grampeado ao redor do caule da muda; na parte inferior, aplica-se vaselina sólida, que é atóxica e atua como um repelente efetivo contra as formigas. Devido ao formato e posição, o repelente fica protegido da chuva, garantindo sua permanência e eficácia por mais tempo. Porém, é necessária atenção, com vistorias regulares para verificar a necessidade de reaplicação do repelente (a cada 2 meses, no máximo), ou substituição do cone devido ao crescimento da planta. É necessário também que se mantenha uma boa camada de cobertura vegetal morta sobre o solo ao redor da planta, pois caso contrário as gotas de chuva, ao atingirem o solo, respingam na parte inferior do cone, retirando o repelente ou impregnando-o com terra, fazendo com que perca a eficácia.

sainha

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